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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Oléo mineral pode causar pneumonia - fique atento!

Diferente do que todos pensam, o óleo mineral não é um produto inócuo. Pode causar um tipo de pneumonia que geralmente não é diagnosticada e inclusive pode levar à morte. O óleo mineral é comumente utilizado na "prisão de ventre" ou constipação intestinal e no tratamento auxiliar de casos de suboclusão intestinal por áscaris. Este parasita (Áscaris lumbricóides), quando presente em grande quantidade dentro do intestino, pode se enovelar formando um "bolo" e obstruir a alça intestinal. A criança sente muita dor abdominal tipo cólica, pára de evacuar e apresenta vômitos. Nestes casos o óleo mineral ajuda a desenovelar o bolo de áscaris permitindo que eles saiam através da evacuação.

Como o óleo é viscoso, ele não provoca o reflexo da tosse ou do engasgo e pode ser aspirado para as vias aéreas inferiores, causando um tipo diferente de pneumonia chamada de Pneumonia Lipóide ou Pneumonia por aspiração de óleo. São conhecidos alguns fatores de risco que irão facilitar a aspiração como as idades extremas: crianças menores de 3 anos e idosos, doenças associadas à dificuldade de deglutição, refluxo gastroesofágico, e estados que causem depressão da consciência como anestesia e coma. Entretanto mesmo uma pessoa normal, sem nenhum destes fatores de risco, poderá aspirar, sem perceber, e a pneumonia só irá ser diagnosticada ocasionalmente através de radiografia de tórax solicitada por outro motivo.

Na idade adulta, geralmente o óleo é utilizado somente nos casos de constipação intestinal e se aspirado poderá causar uma forma especial de tumor conhecido como Parafinoma, muito semelhante ao câncer pulmonar. Existem muitos casos descritos de Parafinoma - tumor benigno provocado por aspiração crônica de óleo mineral que foram operados pensando-se em câncer e que, ao se realizar o estudo histopatológico, verificou-se ser Parafinoma e não câncer. A pneumonia causada pelo óleo mineral não é diagnosticada, porque tanto os sinais clínicos como os radiológicos são muito semelhantes aos de uma pneumonia bacteriana: febre, tosse, respiração rápida – sintomas mais comuns. Geralmente os médicos a tratam com vários antibióticos, pois, como o RX não melhora, o antibiótico vai sendo substituído. Já tivemos casos do uso de até 5 antibióticos numa mesma criança.

A "Broncoscopia" é um procedimento diagnóstico muito utilizado nos casos de pneumonia crônica ou pneumonia arrastada e permite investigar a etiologia da pneumonia. Tal recurso médico pode, além de visualizar o que está ocorrendo dentro dos pulmões, retirar a secreção através do lavado broncoalveolar, para estudos microbiológicos (saber a etiologia da doença), imunológicos e citológicos, e assim evitar uma biópsia pulmonar. Ele pode ser realizado apenas com sedação leve, sem anestesia geral e com percentual mínimo de complicações.

O óleo mineral, uma vez dentro dos pulmões, não sofre metabolização pelo organismo. A tosse, que é um mecanismo natural existente para retirar partículas estranhas que possam ter entrado nos pulmões, só consegue eliminar parte do óleo, permanecendo a maior parte dentro dos alvéolos. A presença do óleo nos pulmões gera uma resposta inflamatória que pode evoluir com fibrose pulmonar, bronquiectasias ou mesmo câncer na idade adulta, e pode causar morte caso haja aspiração em grande quantidade. Assim, a medida mais importante e segura é evitar o uso do óleo mineral em crianças pequenas ou idosos e naqueles com distúrbios de deglutição.

Nos anos de 2006 e 2007 tivemos no Serviço de Broncoscopia do Hospital Universitário Antonio Pedro 25 casos documentados de PL óleo e infelizmente constatamos um óbito por aspiração maciça. Parte dessas crianças tinha idade inferior a 12 meses de vida e algumas estavam em amamentação materna exclusiva quando o óleo mineral foi administrado por prescrição médica, devido à “falsa constipação intestinal”. Lembramos que o leite materno exclusivo não causa constipação. Quanto aos casos de suboclusão intestinal, o óleo mineral é imprescindível no tratamento, mas deverá ser administrado através de uma sonda nasogástrica e nunca via oral.

Outro fator que contribui para o número de casos de Pneumonia Lipóide é a livre e indiscriminada utilização do óleo mineral, vendido mesmo sem prescrição médica, além da quase total ausência de informações nos frascos disponíveis no mercado; muitos deles nem apresentam bula. Esse produto nunca deve ser utilizado via oral, devido ao perigo de aspiração e causar a Pneumonia por Óleo ou Pneumonia Lipóide, principalmente nas crianças menores de três anos de idade.
 
Por Selma Maria de Azevedo Sias
* Professora de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense e Broncoscopista Pediátrica do Serviço de Endoscopia Respiratória do Hospital Universitário Antonio Pedro.
Fonte: http://www.fec.uff.br/

domingo, 22 de maio de 2011

Palestra Online: Pais Inseguros, filhos perdidos

A palestra foi realizada ontem, 12 de maio, pelo Consultor Educacional Ricardo Chagas. O objetivo do palestrante foi estimular a reflexão dos pais acerca do impacto das atividades de entretenimento (games, desenho, sites, filmes) no desenvolvimento biológico, psicológico e social dos jovens. 

A mensagem que fica: não devemos proibir, mas sim estarmos próximos discutindo com nossos filhos sobre as mensagens e os impactos que as diferentes mídias podem nos trazer. 

Assista a gravação!



sábado, 21 de maio de 2011

Palestra Online: Adoção tardia - mitos e verdades

Nesta belíssima palestra, Giselle Dutra compartilhou sua experiência ao reconhecer seus filhos aos 11 e 3 anos de idade, numa instituição de abrigamento, e todas as angústias e emoções que essa gravidez proporcionou. Abordou também:
- A coragem de reconhecer os filhos.
- A aceitação da familia.
- O desenvolvimento da criança.
- A nova casa, a construção da família, a escolha do nome, a escola.
- Os preconceitos velados.

e conheça essa linda história! 
Quem sabe se não poderá inspirar a sua?



quarta-feira, 18 de maio de 2011

webconferência Cuidando de Bebês: dicas para pais, educadores e cuidadores

Ontem foi realizada a primeira palestra online na Escola Virtual para Pais da Psicóloga Rosângele Monteiro Prado que ressaltou que os cuidados na primeira infãncia constituem a base do desenvolvimento emocional do ser humano. Foram apresentadas quais as necessidades dos bebês, como eles as expressam e como atendê-las. Choro, cólica, sono, alimentação e relacionamento pais-bebê, foram os temas abordados. Rosângele enfatizou no decorrer da palestra a importância da criação de uma rede de apoio para o cuidador.

Se você não pode assistir, Veja a gravação !


 


Maiores informações:




terça-feira, 17 de maio de 2011

O que podemos aprender com a geração dos nossos filhos?

Quem tem filho adolescente, sabe o quanto é difícil acompanhá-los... No entanto, gostemos ou não, eles pertencem a uma geração muito diferente da nossa e que, muitas vezes, até nos choca. Mas que tal tentar entender o contexto em que eles estão inseridos e os fatores que os influenciam, antes de criticá-los somente ou tentar mudá-los? Que tal estimular todas as suas qualidades (por mais que em um primeiro momento pareçam defeitos) e aprender junto com eles a como minimizar suas angústias? 

No filme 'We All Want to Be Young' (Todos queremos ser jovens) a proposta é essa. Vale assisti-lo, refletir muito e, sobretudo, se permitir rever seus próprios conceitos e aprender com a geração dos nossos filhos, afinal, eles não vieram com manual de instruções, mas vieram com o chip de última geração que a gente ainda não consegue decodificar!


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Escola Virtual para Pais na Red Innova - Precisamos do seu voto!

Estamos participando da La Red Innova Open Talent que tornará possível que 20 empresas inovadoras relacionadas com a tecnologia e com um elevado potencial de crescimento, possam apresentar-se en Madri perante um júri composto por especialistas e representantes de empresas de capital de risco.


PRECISAMOS DO SEU VOTO 
para ampliarmos nossas atividades.

Compartilhe com em suas REDES!



Conheça um pouco mais do nosso trabalho

domingo, 8 de maio de 2011

O mundo não é maternal


Por Martha Medeiros
 
É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto. Mas quando se é adolescente a gente pensa que viveria melhor sem ela. Mero erro de cálculo.
Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.
O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. Não liga se virarmos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos. O mundo quer defender o seu, não o nosso.
O mundo quer que a gente fique horas no telefone, torrando dinheiro. Quer que a gente case logo e compre um apartamento que vai nos deixar endividados por vinte anos. O mundo quer que a gente ande na moda, que a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência e estoure o cartão de crédito.
Mãe também quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com o nosso banho, com os nossos dentes e nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba.
O mundo nos olha superficialmente. Não consegue enxergar através. Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento. O mundo quer que sejamos lindos, sarados e vitoriosos para enfeitar ele próprio, como se fôssemos objetos de decoração do planeta. O mundo não tira nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de bolo feito em casa.
O mundo quer nosso voto, mas não quer atender nossas necessidades. O mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos exclui. O mundo não tem doçura, não tem paciência, não para para nos ouvir.
O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego. Para o mundo, quem menos corre, voa. Quem não se comunica se estrumbica. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. O mundo não quer saber de indivíduos, e sim de slogans e estatísticas.
Mãe é de outro mundo. É emocionalmente incorreta: exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática, chega a ser até corruptível se oferecermos em troca alguma atenção. Sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades, enquanto que o mundo propriamente dito exige eficiência máxima, seleciona os mais bem-dotados e cobra caro pelo seu tempo.
Mãe é de graça.
 
Parabéns para todas as mães!
Com carinho

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Brasil - Quem somos nós?

dados do censo 2010

Segundo dados divulgados pelo IBGE, a partir do Censo 2010, a População brasileira cresceu quase 20 vezes desde 1872 alcançando a marca de 190.755.799 habitantes na data de referência do Censo Demográfico 2010 (noite de 31 de julho para 1º de agosto de 2010). A série de censos brasileiros mostra que a população experimentou sucessivos aumentos em seu contingente, tendo crescido quase vinte vezes desde o primeiro recenseamento realizado no Brasil, em 1872, quando tinha 9.930.478 habitantes.
Em comparação com o Censo 2000, a população do Brasil apresentou um crescimento relativo de 12,3%, o que resulta em um crescimento médio geométrico anual de 1,17%, a menor taxa observada.

Os estados mais populosos do Brasil – São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná – concentram, em conjunto, 58,7% da população total do País. São Paulo é o estado com a maior concentração municipal de população, onde os 32 maiores municípios (5,0%) concentram quase 60,0% dos moradores do estado. A menor concentração acontece no Maranhão, onde a população dos 11 maiores municípios, que também representam cerca de 5,0%, corresponde a 35,4% do total do estado.

País tem 96 homens para cada 100 mulheres
Segundo o Censo Demográfico 2010, há no Brasil uma relação de 96,0 homens para cada 100 mulheres, como resultado de um excedente de 3.941.819 mulheres em relação ao número total de homens. Com este resultado, acentuou-se a tendência histórica de predominância feminina na população do Brasil, já que em 2000 o indicador era de 96,9 homens para cada 100 mulheres.
Embora no conjunto da população do Brasil haja o predomínio feminino, em mais de 60,0% dos municípios observa-se um superávit masculino, fato decorrente das correntes migratórias. Entretanto tal predominância ocorre em municípios menos populosos. Cerca de 80,0% dos municípios com menos de 5.000 habitantes possuem mais homens do que mulheres em suas populações, ao passo que em todos os municípios com mais de 500 mil habitantes o número de mulheres é superior ao de homens.

Diminui a proporção de jovens e aumenta a de idosos
A representatividade dos grupos etários no total da população em 2010 é menor que a observada em 2000 para todas as faixas com idade até 25 anos, ao passo que os demais grupos etários aumentaram suas participações na última década. O grupo de crianças de zero a quatro anos do sexo masculino, por exemplo, representava 5,7% da população total em 1991, enquanto o feminino representava 5,5%. Em 2000, estes percentuais caíram para 4,9% e 4,7%, chegando a 3,7% e 3,6% em 2010. Simultaneamente, o alargamento do topo da pirâmide etária pode ser observado pelo crescimento da participação relativa da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passando a 5,9% em 2000 e chegando a 7,4% em 2010.
Os grupos etários de menores de 20 anos já apresentam uma diminuição absoluta no seu contingente. O crescimento absoluto da população do Brasil nestes últimos dez anos se deu principalmente em função do crescimento da população adulta, com destaque também para o aumento da participação da população idosa.
Média de moradores por domicílio cai para 3,3
No Brasil, a densidade domiciliar, relação entre as pessoas moradoras nos domicílios particulares ocupados e o número de domicílios particulares ocupados, apresentou um declínio de 13,2% no último período censitário, mais acentuado que os 9,6% observados entre os Censos de 1991 e 2000, passando de 3,8, em 2000, para 3,3, em 2010. Esse comportamento persistiu tanto na área urbana quanto na área rural.

domingo, 10 de abril de 2011

Diálogo entre pais e filhos – uma cumplicidade necessária!

"O que aconteceu hoje na escola?"
"Nada"
"Como foi o filme?"
"Bom"

Eca! É essa ligação? É essa intimidade? Isso é novidade mesmo? Certamente este não é o tipo de comunicação que fantasiamos quando decidimos ter filhos. Nós pensamos sobre todas aquelas conversas de fim de noite, refletindo sobre a escola, amigos ou o que quer que seja. De vez em quando, temos conversa sincera que parece que estamos realmente começando a compreensão do dia das nossas crianças com seus sentimentos internos, mas, na maioria das vezes, é frustrante, porque sabemos que estamos perdendo tanta coisa boa. Queremos saber mais sobre seus pensamentos aleatórios, suas esperanças, suas preferências, suas perspectivas, suas decepções, o que eles estão aprendendo sobre a vida. Queremos conhecê-los melhor. Queremos conhecê-los o melhor que pudermos.

Normalmente, os pais são os que começam as conversas e definem os termos para a discussão. Às vezes, introduzimos temas que são interessantes para nós mesmos, nos esquecendo de que existem todos os tipos de questões que são interessantes, principalmente, para as crianças. Portanto, se os pais são os únicos que selecionam os temas do dia, pode ser que o papo não role...
Começar a conversa com questões sobre “como a escola foi hoje?” ou “como você faz o seu teste?” “como foi a festa?” pode não ser o ideal porque eles se sentem em um território inseguro, onde esse tipo de questionamento vai levar? As crianças muitas vezes fogem da conversa, porque: isso pode significar problema, e não diversão. Resultado? Respostas monossilábicas e conversas muito curtas.

A comunicação pode ser realmente divertida para ambas as partes se for vista como prazerosa e se ambas as partes (pai e filho) estão em pé de igualdade. "Igualdade" significa controle recíproco sobre a conversa para que a criança, assim como o pai, comece a fazer algumas das perguntas e todo mundo fica em igual chance para expor e ser o centro das atenções. Ninguém interrompe o orador, todos recebem a mesma oportunidade de fazer uma pergunta, e cada pessoa tem de fazer a pergunta que ele ou ela está interessado em responder.

Pode parecer muito radical de dizer que neste "jogo" cada pessoa recebe algum tempo ininterrupto para responder a uma pergunta e cada pessoa tem a chance de perguntar algo que ele ou ela pensa que é realmente interessante, mas a verdade é que isso não acontece com regularidade na maioria dos lares.
Diversos estudos demonstraram que há menos de 20 minutos de um dia de conversa entre pais e filhos, se subtrairmos as ordens ou críticas. Há também uma grande quantidade de evidências de que a interrupção é comum e, geralmente, é feita pela pessoa com mais poder.
Que tal experimentar como nos jogos respeitando as regras do diálogo? E as regras devem ser para ouvir, para ter uma chance de ouvi-los expor seus pensamentos e responder honestamente sem ser cortado ou duramente criticado.






Inicie falando sobre seus próprios sentimentos, sobre seu dia, o que foi bom e o que não foi. Não force as crianças a falarem, mas converse muito com eles. Sugiro que um bom papo seja iniciado durante o jantar ou durante as viagens de carro. Muitas vezes estamos próximos fisicamente, mas muito distantes deles. Se aproxime aos poucos e você irá se surpreender com a cumplicidade que iniciará entre você e seus filhos. Essa cumplicidade é fundamental entre pais e filhos para que outros não ocupem nosso lugar!


quinta-feira, 31 de março de 2011

A importância das amigas

O palestrante (Chefe da psiquiatria da Stanford) afirmou, entre outras coisas, que uma das melhores coisas que o homem pode fazer por sua saúde é estar casado com uma mulher.
Já para a mulher, uma das melhores coisas que ela pode fazer pela sua saúde é nutrir a sua relação com suas amigas. Na hora, todos os presentes deram risada, mas ele falava sério.
As mulheres se conectam de forma diferenciada e oferecem sistemas de apoio que ajudam a lidar com o estresse e experiências de vida adversas. Este tempo com as amigas nos ajuda a criar mais serotonina, um neurotransmissor que ajuda a combater a depressão e que pode vir a criar um sentimento de bem estar geral.
As mulheres compartilham seus sentimentos e os homens muitas vezes formam suas relações a partir de suas atividades. Eles raramente sentam com um camarada e discutem como se sentem sobre determinadas coisas ou sobre o andamento de sua vida pessoal.
Trabalho? Sim
Esporte? Sim.
Carros? Sim.
Pescar, Caçar, Golfe? Sim.
Seus sentimentos? Raramente.
As mulheres fazem isso o tempo todo.
Nós compartilhamos a nossa alma com nossas amigas, irmãs/mães e evidentemente isso faz bem à nossa saúde.
O Professor palestrante disse que passar o tempo com um amigo é tão importante para a nossa saúde quanto o exercício físico.
Existe uma tendência de se pensar que quando estamos nos exercitando estamos fazendo algo de bom para o nosso corpo, mas quando estamos com nossos amigos estamos ‘jogando conversa fora’ e desperdiçando nosso tempo, o que não é verdade.
Então, toda vez que vocês estiverem se divertindo na companhia de uma amigona se parabenize porque você está fazendo bem a sua saúde!
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Recebido por email esse texto que foi extraído de uma palestra realizada na Stanford University em Palo Alto, Califórnia acerca da conexão Mente-Corpo.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Dez Passos para a participação efetiva e afetiva do PAI no apoio ao Aleitamento Materno.




http://www.aleitamento.com/upload/imagens/foto1_83.jpg


  1. Por vezes ela pode estar insegura de sua capacidade para o aleitamento. Seu apoio será fundamental nestas horas. 

  1. Mesmo que seja difícil aceitar, lembre-se que a amamentação é um período passageiro. Dê prioridade a seu filho(a).

  1. Sua presença, carícias e toques durante o ato de amamentar são fatores importantes para a manutenção do vínculo afetivo do trinômio mãe + filho + pai.

  1. No período de amamentação é pouco provável que sua mulher possa manter a casa, as refeições e se arrumar de formas "impecáveis". As necessidades do recém nascido são prioridades nesta fase.

  1. Coopere nas tarefas do bebê na medida do possível: trocar fraldas, ajudar no banho, vestir, embalar, etc.

  1. Mantenha-se sereno.

  1. Procure ocupar-se mais dos outros filhos (se os tiverem).

  1. Mantenha o hábito de acariciar os seios de sua mulher.

  1. Fique atento às variações do apetite sexual de sua companheira.

  1. Não traga para casa latas de leite, mamadeiras e chupetas.
     
Texto sugerido por
Dr. MARCUS RENATO DE CARVALHO
Pediatra, Sanitarista, Consultor em Amamentação e do Método Mãe-Canguru


(Publicado originalmente no www.aleitamento.com  
produzido pelo Grupo Interinstitucional de Incentivo ao Aleitamento Materno da Bahia - 1993)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Atividade Física e Adolescentes: uma combinação perfeita

A comunidade médica tem sido unânime ao alertar aos pais que as crianças estão em pior forma física do que há 20 anos. O que é mais preocupante é que adolescentes com sobrepeso geralmente viram adultos com sobrepeso e, como se sabe, o excesso de peso em adultos propicia doenças cardíacas, diabetes, gota, artrite etc.

Pesquisadores da Universidade de Memphis e da Universidade do Tennessee ficaram surpresos ao descobrir que o metabolismo das crianças era menor enquanto estavam vendo televisão do que quando estavam em repouso não fazendo nada. O adolescente típico gasta quase 30 horas uma semana em frente à TV comendo lanches ricos em gordura.

Cabe a nós, como pais, ajudá-los a encontrar um estilo de vida saudável. Mas por onde começar?

Exercícios para adolescentes
O exercício aeróbico é perfeito para os adolescentes. Algumas possibilidades incluem a corrida, a patinação, ciclismo, natação, caminhada ou corrida, tênis, quadra de basquete completa, dança aeróbica, lutas, remo, futebol, bicicleta, esqui, pular corda, squash, handebol, patinação no gelo... E não há problemas se eles desistirem de uma modalidade para iniciar uma outra – o importante é estarem constantemente se exercitando.

A Associação Americana do Coração (American Heart Association) sugere que os adolescentes elevem suas taxas de batimento cardíaco 20 minutos sem parar, três ou mais vezes por semana.
Embora um pouco de dor muscular seja esperada, especialmente, nas semanas iniciais de um programa de treino, o exercício não deve causar sofrimento, mas deve estar ligado ao prazer. Certifique-se de que o adolescente sabe a importância do alongamento e aquecimento. E lembre-se de que adolescentes fora de forma devem começar devagar. Além disso, também é importantíssimo um parecer médico antes de iniciarem atividades físicas.

Argumentos para conscientizá-los sobre a importância da prática do exercício:
1. Corrida e caminhada são convenientes. Tudo que você tem a fazer é sair pela porta e colocar um pé na frente do outro. Não há necessidade de piscinas, quadras ou
campos.
2. Correr não custa muito, mas lembre-se de um tênis confortável.
3. Seu coração se torna mais eficiente no bombeamento do sangue e do oxigênio através de seu corpo cada vez que você se exercita aerobicamente. Você vai pensar mais claramente. Você também vai aumentar os níveis de HDL em suas artérias para protegê-los de ataques cardíacos e derrames quando você estiver mais velho!
4. É um momento incrível para bater papo com os amigos.
5. É um momento perfeito para ficar sozinho e pensar. Você se surpreenderá com a riqueza de seus pensamentos criativos.
6. Quanto mais exercícios você fizer, mais energia você terá para depois. Após algumas semanas de condicionamento e você vai se sentir mais fortalecido do que nunca.
7. Faz você se sentir bem fisicamente. Seu metabolismo vai queimar a gordura extra para horas depois.
8. Faz você se sentir bem mentalmente.
9. Exercícios aeróbicos podem ajudar a se livrar dos sentimentos de depressão e a frustração desaparece. Depois de 20 minutos, o corpo libera hormônios potentes (chamados de endorfinas), que bombeados através da corrente sanguínea, fazem
maravilhas para a sua auto-estima.

Que tal aproveitar essas dicas para começar a se exercitar com seus filhos?


Texto adaptado de http://life.familyeducation.com/

quinta-feira, 3 de março de 2011

Como os filhos veem os pais - por Calvin

Você já refletiu sobre como o seu filho te vê? Como ele percebe suas ações do cotidiano? Não?! Então, o vídeo do Calvin vai te mostrar, só não sei se você ficará feliz ao final...



sábado, 26 de fevereiro de 2011

Filhos adolescentes: Toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e em sentido contrário

Os filhos crescem e a gente continua querendo protegê-los como se ainda fossem bebês. É incrivelmente difícil vê-los optando por caminhos com que não concordamos...
Então, agora adolescentes bebem demais nas festas, usam roupas que são muito decotadas ou matam as aulas na escola. Talvez precisemos aceitar (ou melhor, engolir) quando eles decidem abandonar o curso de inglês aos 16 anos ou quando perdem oportunidades que contribuiriam com a futura vida profissional porque é muito esforço levantar cedo aos sábados.
A menos que seu filho esteja se colocando em perigo sério, você realmente tem que aturar isso dentro dos limites, obviamente. Às vezes, os pais não têm outra escolha, o que é muito frustrante. Quanto mais você tenta convencê-los de seus erros, mais você os empurra na direção oposta. Eles estão procurando por algo que precisam encontrar por si próprios. Quanto mais força que você usa, mais força eles também vão usar.


Lembra da terceira lei de Newton sobre o movimento? "Toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e em sentido contrário".  Ele poderia muito bem tê-la chamado a primeira lei de adolescentes.

 
Então, o que podemos fazer quando vemos que estão errando? Temos a obrigação de dizer o que você pensamos, mas não devemos tentar convencê-los do que fazer. E dizer-lhes da maneira que você diria a um adulto: "A decisão é sua e as possíveis consequências poderão ser estas... Já pensou nisso?" Converse com eles de maneira firme, mas sem tentar dar lição de moral ; talvez eles te respondam como um adulto que já quase são, surpreendendo suas expectativas. E se não for desta vez, talvez da próxima vez. Caso os resultados sejam como o que você previu, evite dizer: “Viu eu não falei!” Apenas ofereça o seu apoio dentro de um bom senso, sem querer “tapar o buraco” do que aconteceu, afinal ,a opção foi deles. Eles certamente perceberão que podem contar com seu apoio e sua experiência da próxima vez em que precisarem decidir sobre os caminhos que escolherão.

OBS 1: Precisamos diferenciar “erros reais” de opções diferentes, ok? Excesso de bebida alcoólica é um erro real; escolher uma carreira profissional diferente da que você como pai projetou é uma opção diferente. #ficaadica!

OBS 2: Você também já foi adolescente e passou pelos mesmos conflitos com seus pais, - lembre-se disso!
Texto adaptado de http://life.familyeducation.com/

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Casamento Sustentável sob “efeito de Michelângelo” = Casamento feliz!

Um casamento duradouro nem sempre é sinal de um casamento feliz. Vários casais estão juntos pelos filhos, religião ou por outras razões de ordem prática. Mas, para muitos casais, isso não o suficiente para ficar juntos. Eles querem um relacionamento que seja significativo e gratificante. Em suma, querem um casamento sustentável.
Durante séculos, o casamento era visto como uma instituição econômica e social, e as necessidades emocionais e intelectuais dos cônjuges eram secundárias para a sobrevivência do próprio casamento. Mas em relacionamentos modernos, as pessoas estão buscando uma parceria e querem parceiros que tornam suas vidas mais interessantes. Caryl Rusbult, um pesquisador da Universidade Vrije, em Amsterdã que morreu em janeiro passado, chamou-o “efeito de Michelângelo“, referindo-se à maneira pela qual os parceiros “esculpem” um ao outro de forma a ajudá-los atingir os objetivos valorizados por cada um deles.
Dr. Aron e Gary W. Lewandowski Jr., professor da Universidade de Monmouth, em Nova Jersey, estudou como as pessoas usam um relacionamento para acumular conhecimentos e experiências, um processo chamado de “auto-expansão.”
Pesquisas mostram que quanto mais auto-expansão as pessoas experimentam de seu parceiro, mais comprometidos e satisfeitos ficam na relação.Para medir isso, Dr. Lewandowski desenvolveu uma série de perguntas para casais: Quanto estar com o seu parceiro resultou em seu crescimento? Como conhecer o seu parceiro fez uma pessoa melhor?
“Se você está buscando o seu próprio crescimento, obter contribuição de seu parceiro, coloca-o em uma posição muito importante”, explica ele. “E ser capaz de ajudar a expansão do seu parceiro é muito agradável para si mesmo.”
Ao longo do tempo, os ganhos pessoais de relacionamentos duradouros são frequentemente sutis. Ter um parceiro que é engraçado ou criativo acrescenta algo de novo para alguém que não é. Um parceiro que é um voluntário ativo na comunidade cria novas oportunidades sociais para o cônjuge, que passa longas horas no trabalho.
Outras pesquisas sugerem que os cônjuges, eventualmente, adotam as características um dos outros – o que torna mais difícil para distinguir diferenças entre eles. Em experimentos pelo Dr. Aron, os participantes avaliaram a si mesmos e seus parceiros em uma variedade de características. Uma semana depois, os sujeitos retornaram ao laboratório para que eles próprios relembrassem as suas respostas. As pessoas relembraram mais rápido as características que tinham em comum com parceiros. Quando a característica descrita era apenas de uma pessoa, a resposta veio de forma mais lenta.
Não é que estes casais se perderam no casamento, em vez disso, eles cresceram na relacionamento. Atividades, traços e comportamentos que não eram parte de sua identidade antes do relacionamento, estavam agora presentes.
Tudo isso pode ser altamente preditivo para a felicidade a longo prazo de um casal. “Se seu parceiro está ajudando você a se tornar uma pessoa melhor, você se torna mais feliz e satisfeito com o relacionamento” diz Dr. Lewandowski.
Fonte: The New York Times – Sustainable Love
The Happy Marriage Is the ‘Me’ Marriage
By TARA PARKER-POPE

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Compreendendo outro ponto de vista em uma idade precoce


Crianças com até sete meses têm a capacidade de perceber e entender o ponto de  vista de outra pessoa, segundo um novo estudo da Revista Science.
Anteriormente, pensava-se que essa capacidade, conhecida como “teoria da mente”, não se desenvolveria até a idade de 3 ou 4 anos.
“As crianças mais jovens têm dificuldades em se manterem a par de cenários complicados”, disse Ansgar Endress, um psicólogo cognitivo no MIT e um dos autores do estudo. Então, o Dr. Endress e seus colegas usaram um cenário simples para testar as habilidades perceptivas de crianças e adultos.
Eles mostraram a crianças e adultos vídeos animados em que uma bola rola por trás de uma parede e, em seguida, permanece lá, rola para fora da visão do participante, ou rola para fora de vista e retorna. Na animação, um personagem de desenho animado também estava presente, mas nem sempre estava a testemunhar o destino final da bola.
Os adultos foram capazes de determinar rapidamente onde a bola parou, indicando que  tomaram a perspectiva do personagem no conto.
Embora seja mais difícil monitorar os bebês, os pesquisadores descobriram que os bebês olhavam mais para a tela quando a expectativa do personagem de desenho animado não correspondia na realidade à localização da bola.
De tudo isso, pode-se inferir que as crianças compreendem a perspectiva do personagem de desenho animado, o Dr. Endress disse.
A pesquisa pode ajudar os psicólogos a entenderem melhor como funciona uma sociedade.
“Se você quer trabalhar em conjunto, se você quiser colaborar, se você quer se comunicar – só é possível se você levar alguém a perspectiva”, disse ele.
Por SINDYA N. BHANOO – em 04 de janeiro de 2011, Jornal The New York Times.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Blogagem Coletiva - Impacto na sociedade da inclusão de portadores de necessidades especiais


  Promovida por Diário a Bordo e Caixa de Pandora
Lemos a chamada para a blogagem coletiva no blog Desconstruindo a  Mamãe, proposta nos blogs Uma pandora e sua caixa e Diários de Bordo e logo de primeira aderimos à causa - claro!

Por acreditarmos que uma imagem vale mais do que mil palavras, selecionamos dois materiais que mostram que a inclusão é possível e viável; o que precisamos é aprender a enxergar a diferença ressaltando a riqueza da diversidade, e não percebê-la como fonte de discriminação.
Então vamos lá: 
  • Esta foto abaixo é de um projeto que se chama SpecialKids (http://specialkidsphotography.com.br), que já abordamos em um post mais antigo. Sugiro que vocês vejam a beleza do trabalho que eles desenvolvem através de uma visita ao portfólio deles.


  • Selecionamos também um video e, ao assisti-lo, questionei-me se eu tivesse as limitações, teria a força e a garra para superar da forma como esse casal superou. Por quantas barreiras precisaram ultrapassar? Quantas pessoas eles precisaram convencer que são tão ou até mais capazes do que "pessoas normais"?



Por fim, gostaríamos de ressaltar que os pais têm um papel fundamental, embora não seja fácil a ideia de ter um filho que não cabe na pequena caixinha onde estão guardados os nossos sonhos.  

"Criar um filho é tão prazeroso e perigoso como pilotar um avião. 
Com o filho normal a criação pode ser feita em “piloto-automático”, 
ele vai quase sozinho... Já a criança especial exige um vôo manual, 
é preciso estar sempre observando a altitude, controlando os instrumentos, 
acelerando os motores, etc. O trabalho e a preocupação são tantos que
às vezes o piloto até se esquece de apreciar a viagem e a paisagem..." 
(http://vilamulher.terra.com.br/bebe-especial-o-papel-da-familia-8-1-54-51.html )

É preciso muita sensibilidade e confiança, porque esse voo vai até onde o piloto deixar ir, até onde ele estabelecer como limite, porque com certeza o avião vai muito mais longe do que supomos que ele vá...

Participam da Blogagem Coletiva:

http://desconstruindoamae.blogspot.com/

http://elfpandora.blogspot.com/

http://lostinjapan.portalnippon.com/

http://ilha-da-lindalva.blogspot.com/

http://wwwzfestetica.blogspot.com/

http://lolipop-banzai.blogspot.com/                  

http://caixinhadaadri.blogspot.com/

http://costureiradesimbolos.blogspot.com/

http://cursolibrasnet.blogspot.com/

http://diariosdebordo-2.blogspot.com/

http://espiritual-poesia.blogspot.com/

http://www.jubiart.com.br/ 

http://mamyrene.blogspot.com/

http://meurecantopoetico.blogspot.com/

http://moroemumkinderovo.blogspot.com/

http://olharsimplesmente.blogspot.com/

http://www.perguntasemresposta.com/

http://sonhosteoriasepalavras.blogspot.com/

http://www.meripellens.com/

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Você já ouviu falar em Sexting?

Sexting (contração de sex e texting, originalmente em inglês, mensagens de texto enviadas) refere-se à divulgação de conteúdos eróticos e sensuais com imagens pessoais pela internet. Iniciou-se através das mensagens SMS e, com o avanço tecnológico, estendeu-se a qualquer meio eletrônico, como câmeras fotográficas digitais, webcams e smartphones . É uma prática cada vez mais comum entre jovens. (1)
A Folha Online publicou uma reportagem com o Peter Cumming, um professor da Universidade York, em Toronto, que apresentou um relatório sobre a sexualidade de crianças durante o 78º Congresso de Ciências Humanas e Sociais, defendendo a prática do sexting como uma variação moderna de “brincar de médico ou jogo da garrafa”.  Considerar o “sexting” como uma transgressão sexual passível de acusações é desafio imputado pelo senso comum, diz especialista.
“A tecnologia apenas muda as coisas, e isso não deve ter consequências mais graves”, disse Cumming.
“Mas isso obscurece o fato de que as crianças e os jovens são seres sexuais, que têm explorado a sua sexualidade em todos os tempos, e todas as culturas e todos os lugares. A distinção tem de ser feita entre nudez e pornografia infantil”, acrescentou.(2)
O problema fica ainda maior se considerarmos que essas fotos podem cair na Internet, facilitando a prática de bullying ou, então, na mão de pedófilos…
E o que você faria se pegasse fotos como essas no celular do seu filho? E de sua filha? Qual seria sua atitude? 

Blogs de mães – fonte de recordação para os filhos

Hoje andei pela web lendo alguns blogs de mães para linkar ao Blog da Escola. Vi tanta coisa legal que fiquei pensando: “sorte desses filhos que terão um vasto material sobre suas mães, suas alegrias e tristezas, suas belas reflexões no futuro”. Digo isso porque meus bebês têm 18 e 13 anos e eles não terão essa oportunidade… que coisa nostálgica. Eu adoraria ler os textos da minha mãe; seriam uma bela recordação da minha vida.

Recentemente saiu uma reportagem da Folha em que é criticada a exposição das crianças nos blogs, Mães colocam crianças em “Baby Brother” na internet; especialistas criticam. Obviamente que essas considerações são importantes e não podemos desconsiderá-las, mas também é indispensável pensar que vivemos uma outra era. “Antigamente os diários tinham até chaves” , também não existia a luz, não existia o telefone e muito menos o computador com Internet… Mulher ficava em casa, marido tinha sempre razão e filhas não podiam estudar… O mundo mudou e muito; a vida se desenrola de outra forma e não dá para comparar ou, então, correremos o risco de sermos etnocentristas com nosso olhares de fora como se não pertencessemos a esse mesmo mundo.

A sensação de pertencimento no mundo e a diminuição da solidão pelas novas mães, além de poder se tornar uma nova fonte de renda, sem que abandonem suas crias, é um fator que contribui para escrita de blogs. Ao escrevê-los as mães compartilham suas dúvidas, descobertas, angústias e são de fato escutadas por seus pares, outras mães que passaram, estão passando ou passarão por essas mesmas fases.

Sendo assim,
ESCREVAM!
SOBRE SUAS DESCOBERTAS MATERNAS,
SOBRE SEUS FILHOS

Um dia eles serão adultos e poderão sentir saudade daquela papinha, da primeira viagem de avião, da barriga da mãe; sentir orgulho da mãe mamífera que deu um tempo para dar tempo às suas crias; refletir sobre as reflexões das suas mães; conhecer os desafios das que escreviam suas teses nos intervalos das mamadas…

Dessa forma os seus blogs serão uma fonte de recordação para seus filhos!

Mas não se esqueçam da protegê-los, coisa que nós mães sabemos muito bem – obrigada! 

Nadar e andar de bicicleta são coisas de criança? Só se forem as de antigamente

Estudo mostra que crianças aprendem habilidades tecnológicas antes de habilidades para a vida.
Hoje as crianças pequenas têm mais facilidade de  navegarem com um mouse, jogarem no computador e explorarem um smartphone, do que nadarem, amarrarem os cadarços ou fazerem seu próprio café da manhã. Isso é de acordo com um novo estudo do ‘Diário Digital’ do AVG Internet Security Company (www.avg.com). AVG Diário Digital é uma série de estudos que olham como a interação das crianças com a tecnologia mudou.
Esta segunda parte da pesquisa entrevistou 2.200 mães com acesso à Internet e com crianças de 2-5 anos nos EUA, Canadá, Europa (Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Espanha), Japão, Austrália e Nova Zelândia. As mães receberam uma lista de habilidades técnicas e uma lista de habilidades de vida perguntando sobre o que os seus filhos muito jovens já tinham dominado. Os principais resultados são os seguintes:
1 – Mais crianças pequenas sabem jogar um jogo de computador do que andar de bicicleta. 58% das crianças de 2-5 sabem como jogar um jogo de computador “básico”. Para o Reino Unido e a França, salta para 70%. Até 44 % dos 2-3 anos têm a possibilidade de jogar um jogo de computador. Em comparação, 43 % das crianças 2-3 podem andar de bicicleta;
2 – Mais crianças com idade entre 2-5 podem jogar com um aplicativo do Smartphone (19%) do que amarrar seu cadarço (9%). Quase tantos com 2-3 anos (17 %) podem jogar um aplicativo de smartphone, como com 4-5 anos (21 %);
3 – Mais crianças pequenas podem abrir um navegador web (25%) do que nadarem sozinhas (20%);
4 – Não há divisão de sexo para uso da tecnologia. Tanto meninos (58%) quanto meninas (59%) podem jogar um jogo de computador ou fazerem uma chamada de telefone móvel (28 % meninos, 29 %meninas);
5 – As mães com 35 anos ou mais são um pouco melhores no ensino de seus filhos de habilidades para a vida. Por exemplo, 40% das crianças com mães com idade de 35 anos podem escrever seu próprio nome, em comparação com 35% das crianças com mães de 34 anos ou mais jovens;
6 – Crianças européias com 2-5 levam vantagem em relação às dos EUA em saber como fazer uma chamada de telefone móvel (44 % na Itália, contra 25 % nos EUA), jogar um jogo de computador (70% no Reino Unido versus 61% nos EUA) e sobre o uso do mouse (78% na França versus 67% nos EUA).
“A tecnologia mudou o que significa ser um pai criar filhos hoje – essas crianças estão crescendo em um ambiente que seria irreconhecível para os seus pais. O telefone inteligente e o computador estão cada vez mais tomando o lugar da TV como uma ferramenta de educação e entretenimento para as crianças”, disse o CEO da AVG, JR Smith. “Como mostra nossa pesquisa, os pais precisam de começar a educar as crianças sobre a navegação do mundo online com segurança em uma idade mais adiantada do que eles poderiam ter pensado.”
Fonte: http://www.avg.com/us-en/press-releases-news.ndi-672